sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

A cobra que nos devora é a inveja, esse fel. Engole-nos com os seus sucos mortíferos, descarnando-nos. A cobra que nos devora sangue e alma, que nos estrangula até à ruína, até ao último dos fôlegos. A inveja, esse veneno sem antídoto, penetra no sangue, como um crivo, enfraquecendo-nos, tornando-nos presas fáceis para os predadores que farejam a insegurança, salivando-se por nos dilacerar.

Joana Branco
5/2/2009

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